sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Anseios íntimos

Acho que já nasci inconformada com este mundo. Rebelava-me contra o machismo, contra o preconceito de cor, contra a violência, contra o conformismo ou qualquer coisa que impusesse uma situação inferior a alguém. Eu tive minha fase de embates infrutíferos no decorrer da vida. Aprendi, no entanto, que não adianta muito. Na infância não tinha muita informação, nem opções, mas me desagradava a intolerância religiosa, o fato de Deus ser apresentado como um ser castigador - e as pessoas ainda seguirem ele -, a incoerência de existir apenas um Deus masculino num mundo em que existem homens e mulheres, masculino e feminino (se não podia haver as duas representações que fosse sem sexo então).
Hoje busco viver bem em meio a esse caos, que é o mundo, e me adaptar às suas regras sem me perder de mim. Gosto de solidão, mas também adoro estar junto a pessoas alegres e com valores elevados. Me preocupo com a situação da infância e com o sofrimento que se acumula por aqui.
Tento dia após dia me tornar uma pessoa melhor para poder ajudar também a tornar o mundo melhor. Me deparo com obstáculos e oscilo entre tristeza e esperança. Meus momentos de fraqueza e desejo de não existir são sucedidos por momentos de força e desejo intenso de viver e viver com plenitude. Busco então o melhor caminho para manter essa força e esse desejo de viver.
Não sei o que me aguarda na jornada da vida, espero que minha passagem por este mundo seja brindada com sucesso e vitória. Não preciso que minha história seja bonitinha, preciso ser saciada de justiça, de amor, de sabedoria e encontrar um caminho que nos leve a um mundo melhor. É isso.