quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Programação mental negativa
Desde o ínicio deste ano estou fazendo de tudo para emagrecer, já perdi cinco quilos porém tenho que perder mais seis para chegar ao meu peso ideal. Tenho uma dificuldade imensa em fazer dieta, por isso passei a almoçar no serviço, pois desta forma eu consumo somente a quantidade que preciso. Porém, no jantar eu acabo estrapolando e sabe o que descobri? Que estou programada para comer mais do que preciso.
Estou estudando sobre programação mental, e por definição nossa mente é um poderoso software e está cheia de arquivos que contêm informações ou programação que recebemos no passado, principalmente durante a infância. Esses ensinamentos se transformam em condicionamento, ou seja, respostas automáticas que nos conduzem no decorrer da vida. Exemplo: quando você bebe um copo com água não fica pensando a respeito, é tudo automático, porém quando eu era criança tinha um problemão com isso, vivia derramando a água na roupa, deixava o copo cair constantemente, porém com a prática aprendi direitinho e hoje sei tomar meu copo com água pensando simplesmente no livro que estou lendo e não no copo com água.
Voltando ao assunto: eu sempre faço a janta por causa da minha filha e do meu marido, e acabo jantando também, ontem porém eu estava com pouca fome e coloquei no prato somente o que na minha opinião era necessário para satisfazer a fome, quando comecei a comer tive uma surpresa quando surpreendi minha mente sem vergonha com uma programação infame para me manter gordinha. O prato estava cheio, mal tinha começado, e surpreendi a seguinte programação: Quero comer mais. Consciente dessa programação comecei a observar meus pensamentos, enquanto continuava jantando, e a voz continuava, quero comer mais, e a coisa toda com um sentimento agregado. Eu estava plenamente consciente que estava satisfeita, e a voz malcriada - engraçado igualzinha a minha - aparecia persistentemente sem a minha autorização. Matei a charada da minha dificuldade em comer somente o necessário, agora é me vigiar e ver os resultados.
Até mais.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Anseios íntimos

Acho que já nasci inconformada com este mundo. Rebelava-me contra o machismo, contra o preconceito de cor, contra a violência, contra o conformismo ou qualquer coisa que impusesse uma situação inferior a alguém. Eu tive minha fase de embates infrutíferos no decorrer da vida. Aprendi, no entanto, que não adianta muito. Na infância não tinha muita informação, nem opções, mas me desagradava a intolerância religiosa, o fato de Deus ser apresentado como um ser castigador - e as pessoas ainda seguirem ele -, a incoerência de existir apenas um Deus masculino num mundo em que existem homens e mulheres, masculino e feminino (se não podia haver as duas representações que fosse sem sexo então).
Hoje busco viver bem em meio a esse caos, que é o mundo, e me adaptar às suas regras sem me perder de mim. Gosto de solidão, mas também adoro estar junto a pessoas alegres e com valores elevados. Me preocupo com a situação da infância e com o sofrimento que se acumula por aqui.
Tento dia após dia me tornar uma pessoa melhor para poder ajudar também a tornar o mundo melhor. Me deparo com obstáculos e oscilo entre tristeza e esperança. Meus momentos de fraqueza e desejo de não existir são sucedidos por momentos de força e desejo intenso de viver e viver com plenitude. Busco então o melhor caminho para manter essa força e esse desejo de viver.
Não sei o que me aguarda na jornada da vida, espero que minha passagem por este mundo seja brindada com sucesso e vitória. Não preciso que minha história seja bonitinha, preciso ser saciada de justiça, de amor, de sabedoria e encontrar um caminho que nos leve a um mundo melhor. É isso.